Saúde - 08/02/2010 - 16:39:46
médico apresenta duas versões para morte de jornalista no DF
G1
Lanusse Martins morreu durante cirurgia de lipoaspiração. Polícia manteve indiciamento por homicídio doloso. Médico negou falha.
O médico Haeckal Cabral Moraes foi interrogado na última sexta-feira (5) na delegacia da Asa Sul, que investiga a morte da jornalista Lanusse Martins durante uma cirurgia de lipoaspiração, realizada pelo cirurgião no último dia 25.
Haeckal chegou acompanhado de um advogado e com um atestado informando que ele já estava em condições de depor.
Na primeira vez em que foi convocado pela polícia para prestar depoimento, no dia 27 do último mês, o cirurgião alegou um problema de saúde e apresentou um atestado médico de 15 dias.
De acordo com a delegada Martha Vargas, primeiro Haeckal alegou em seu depoimento que a perfuração de uma das veias, apontada pelo IML como causa da morte de Lanusse, teria ocorrido por causa da massagem cardíaca.
Mas, ao ser questionado pela polícia sobre o local da massagem ser acima do rim, o médico disse que o problema pode ter ocorrido por causa das mudanças de posição da paciente para a lipo.
Haeckal negou que a perfuração tenha sido provocada pela cânula de aspiração e se defendeu da acusação de erro médico. A polícia se baseia no laudo do IML, que constatou a perfuração da veia do rim por um objeto, que no caso, seria a cânula.
As explicações do médico não convenceram a delegada, que manteve o indiciamento de Haeckal por homicídio doloso, entendendo que o cirurgião assumiu risco de matar a paciente.
Martha Vargas que ouvir, ainda, alguns parentes de Lanusse Martins para a conclusão do inquérito que deve ser enviado ainda esta semana para o Ministério Público.
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