Polícia - 09/02/2010 - 07:54:13
Festinha de cônsul vira caso de polícia em Ponta Porã
Uma festa que teria passado dos limites na residência do cônsul do Paraguai em Ponta Porã, Luís Andrés Sosa de Larrosa, se transformou num caso de polícia na madrugada da última quinta-feira (4), gerando inclusive um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por perturbação da tranqüilidade (artigo 65 do Decreto-Lei 3.688/41).
Depois de várias chamadas anônimas ao telefone de emergência (190) denunciando perturbação, uma equipe da Polícia Militar foi deslocada para um endereço da Rua Manoel Dias de Pinho, na Vila Vitória, onde estaria acontecendo uma festa com som alto e gritaria de mulheres. Os policiais chegaram lá, constataram o crime, mas ninguém apareceu para abrir o portão.
Só com um toque da sirene da viatura o dono da casa surgiu, irritado, identificando-se com cônsul do Paraguai em Ponta Porã e questionando por que a polícia não tocou a campainha. Cientificado sobre as reclamações, o acusado disse que iria reclamar com o comandante da PM, alegando que só estava fazendo uma “reunião de amigos” e se recusou a sair ou informar seus dados.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que instaurou procedimento para apurar o caso no 1º Distrito Policial. A reportagem procurou ontem o cônsul Luís Sosa de Larrosa, mas a informação era de que ele não se encontra na cidade. Segundo sua secretária, ele “viajou de férias” e só regressa na próxima semana. Nem por telefone ele foi localizado para falar sobre o assunto.
As reclamações dos vizinhos não se restringiriam apenas ao som alto, mas principalmente à algazarra de mulheres no local, por se tratar de uma área residencial. Esta não é a primeira vez que o cônsul paraguaio é envolvido em coisa do tipo. Ano passado ele foi denunciado pelo senador paraguaio Robert Acevedo (PLRA) de “agenciar mulheres” para “dar de presente a amigos em festas de aniversário”. Apesar de ser agente de governo, o cônsul não goza de imunidade fora das instalações consulares.
Fonte: Mercosul News
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