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Polícia FRONTEIRA

Por falta de provas, acusados de esquartejar estudante podem ser soltos

Vítima de 14 anos foi esquartejada e corpo foi encontrado em um balde em estrada vicinal em Ponta Porã

03/11/2021 07h33
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Por: Redação Fonte: Assessoria de Imprensa
Por falta de provas, acusados de esquartejar estudante podem ser soltos

Um crime cruel e bárbaro pode ter um desfecho que ninguém esperava.

Às vésperas de completar dois anos, um crime que chocou Ponta Porã e Pedro Juan Caballero pode terminar sem elucidação e julgamento dos acusados.

Alegando falta de provas contundentes contra acusados de praticar o crime, mesmo com apresentação de evidências e reunir testemunhas, a Fiscalia – correspondente ao Ministério Público no Brasil – está pedindo a extinção do inquérito contra  Genaro López Martins, Diana Pimentel Acosta y Paulo Augusto Jaime, apontados como autores intelectuais do assassinato do estudante Alex Ziole Areco Aquino, de 14 anos, desaparecido em 23 de novembro de 2019, cujo corpo foi encontrado esquartejado em um balde de combustíveis na estrada vicinal do contorno viário de Ponta Porã, após desaparecer dizendo aos pais que iria até uma festa.

O crime é considerado um dos mais bárbaros na agenda policial na fronteira, pela motivação banal: uma briga ocorrida na escola onde a vítima teria feito “gracejos” para uma estudante esposa de acusado de ser o mandante do crime e chefe de um grupo de delinquentes que agia em Pedro Juan Caballero, conforme divulgado à época pela polícia.

Existem outras versões para a motivação, mas a polícia apresentou essa após ouvir os acusados e algumas testemunhas.

Até hoje, passados quase dois anos do crime – a serem completados neste mês de novembro – a Fiscalia ainda não concluiu o inquérito tampouco fechou todas as diligências previstas, como ouvir testemunhas.

Conforme divulgado, a fase de investigação já foi concluída sem que tenha sido totalmente encerradas as apurações sobre o caso.

Diante disso, o Ministério Público do Paraguai (Fiscalia) alega não ter reunido provas suficientes para apresentar a denúncia e levar os acusados a julgamento público.

“Não há provas suficientes na materialidade da responsabilidade sobre o crime”, descreve em um dos trecho o fiscal José Luis Torres, em seu despacho feito nesta segunda-feira, dia 1º de novembro.

Corpo foi encontrado esquartejado dentro de um balde de combustíveis
                                                         Corpo foi encontrado esquartejado dentro de um balde de combustíveis

 

O CRIME

 

O estudante Alex Ziole Areco Aquino residia em Pedro Juan Caballero, mas estudava em Ponta Porã.

Após o achado do corpo, a Policia Nacional do Paraguai prendeu duas mulheres por suspeita de matar o estudante Alex Ziole Areco Aquino, de 14 anos, desaparecido desde o dia 23 de novembro daquele ano de 2019. 

Um adolescente também foi apreendido. Na casa onde eles estavam, em Pedro Juan Caballero, foram encontrados pás, facões, cobertores e tapetes com sangue e um tambor similar ao que foi onde estava um corpo em avançado estado de decomposição em pedaços que a polícia confirmou, após perícia, ser de Alex.

O corpo foi encontrado na estrada do contorno viário de Ponta Porã, ligando as regiões norte e sul da cidade.

Uma das presas foi Diana Cardoso. Ela e o marido, Genaro Lopes Martins, seriam os responsáveis pelo assassinato, segundo a polícia. Uma outra mulher, Denise Raquel Pimentel e um adolescente também são acusados e teriam dado apoio ao casal.

Segundo a polícia, Alex foi morto por um motivo banal, ele teria se desentendido com um outro estudante na escola.

O jovem reclamou com o pai, que levou a situação até o casal, que decidiu levar a vítima até o chamado "Tribunal do Crime".

O corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado dentro de um tambor de plástico próximo a um matagal no trecho do contorno viário ligando o bairro Jardim Primavera à região do São João.

O garoto desapareceu após ir a uma festa com a mãe em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade vizinha a Ponta Porã. Ele alegou que iria jogar futebol com amigos e não voltou mais.

A família do estudante Alex está revoltada e cobra por Justiça.

À época, familiares e amigos da vítima realizaram várias manifestações exigindo providências e a condenação dos acusados.

Agora, com a decisão proferida pela Fiscalia (Ministério Público), os quatro acusados de praticar o crime – inclusive os supostos mandantes – podem ser soltos e o crime não ser totalmente esclarecido com a condenação dos autores intelectuais e materiais desse que é considerado um dos crimes mais bárbaros e cruéis na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

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